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7 de ago de 2008

Em um sonho


Durante o auge do meu estado febril ( febre puramente emocional) tive um espécie de sonho misto com a realidade... Não sei até onde o consciente atuou e o inconsciente dominou ou virce e versa...
O fato é que lá estava!
Invadiu uma vida inteira como uma tempestade.
Pousou, suave, sua vida em outra vida e a tomou como sua. Eram almas saudosas uma da outra.
Primeiro veio um abraço. O mundo silênciou...
Depois o beijo, roubado, apressado e aguardado por toda uma vida. Então veio a sensação de reencontro.
E quando, por fim, as palavras não tiveram mais espaço, os corpos se enlaçaram... e quando a pele se reconheceu tudo fundiu-se numa só coisa. Num só momento. Aquele momento!
Criador e criatura... Esperança e desespero... Dor e prazer...
Tudo era uma única sensação.
E foi a mais bela já vivida.
Afinal deuses, anjos, demônios e homens começam a assemelhar-se quando amam.
As mãos seguravam firmes as outras mãos, entrelaçadas...
Pele, corpo e mesmo espirito...
A respiração forte, ofegante e fora do ritmo revelava um prazer sofrego e saudoso de eras.
Mas não haviam razões para medo, o momento exigia apenas a entrega total e absoluta.
Eu vi... ao lado de tudo oque era eterno...
A própria eternidade vestida em seus véus assistia, embevecida, à esse reencontro.

Uma única vida. Para sempre.

O sonho desvaneceu, a febre passou, mas a sensação de vida não...

Beijos na alma
Imagem by Romulo Souza
"Escrevo-te em desordem, bem sei. Mas é como vivo. Eu só trabalho com achados e perdidos." (Clarice Lispector)

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