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18 de abr de 2011

Luxuria!




Eu te preciso um pouco mais.
Por que a saudade ( já dizia Clarice) é o sentimento mais urgente que existe!
Eu te anseio um pouco mais.
Por que minha alma, assim como a pele, esta tatuada de você!
E esse desejo é fonte inesgotável do meu prazer.

Teus braços, que me prendem em abraços.
Tua boca que sufoca minha boca.
Tua língua, que me deixa louca...

E eu te seduzo um pouco mais.
Entre minhas mãos, entre minhas pernas.
No emaranhado dos meus cabelos nos teus dedos...
Na volúpia, na libertinagem na liberdade dos nossos corpos,
que escorre por todos os poros.

Eu te grito um pouco mais.
Te encho os ouvidos com meus suspiros,
com o sussurro das tuas caricias,
com gemidos, pela prazer com as tuas malicias...

E eu te contenho um pouco mais.
Quando abafas o som dos meus toques,
quando te vejo contorcer pelo o sentir da minha língua...
e quando gritas pelo prazer desavisado, procurado, quase torturado pela espera,
do teu gozo.




Amor a todos
Beijos na alma

4 de abr de 2011

Ao Cisne, um bater de asas...



Não é engraçado como a vida vai nos ensinando sobre nós mesmo?...

Há um tempo atrás, e ja te falei sobre isso, minha vida entrou em uma completa derrocada. Mas a pior parte dessa "queda" foi olhar pra mim e não ver, absolutamente, NADA!! Foi assustador...
Notei, frustrada que eu simplesmente não existia.
Depois de um casamento longo e castrador, um pseudo casamento que me rendeu dias de felicidades e anos de terapia e um relacionamento que me fez parte de uma vasta coleção de "ex", eu estava destruída.
Eu tinha dado o melhor que podia, e mesmo assim me sentia como o pior imaginável.
Assim como você, eu me sentia errada, perdida, confusa e desinteressante;
Ah, cisne e como é difícil esse momento!
E um dia, quando não havia mais nada, também EU não havia, EU não era, EU não existia.

Sabe esse gosto azedo na boca? e essa lágrima que fica presa na garganta??? Pois é, minha cara, conheço bem.
E foi quando veio a pior parte!
Eu precisei me encontrar, e é aquilo que você chama de inferno!
Descobri, alias, que o inferno não é fora, mas sim dentro de nós, são esses os piores momentos, é assim que que vai acontecendo a  transformação.
E não vou te enganar... dói mesmo, na hora em que você aceita essas mudanças as penas começam a sua troca, e a dor vai surgindo, um pouco pela penugem que cai, um pouco pela verdade que aparece, um pouco pelo medo que deixa de ser refugio...

Descobrir-se, Cisne, não é não sentir dor, não derramar lágrimas... é faze-lo, senti-lo mas acima de tudo, sabe-lo!!
Quando isso acontece, você  descobre que aquela velha "utopia", é na verdade a realidade de viver.
Intensidade e tempo, juntos e sem dor!


Estou sempre aqui, com minhas penas a balançar, aguardando que te cresçam as asas.

Te amo muito!
E, cada vez que te vejo, vejo a minha parte mais bonita!!


Amor a todos

Beijos na alma.