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24 de jun de 2010

Sobre corpos



O corpo acorda em brasa. sem certeza de ser febre ou desejo latente.
a voz, o cheiro,a pele...
O anseio!
as pernas se contorcem, comprimindo as coxas, sentindo o corpo coberto por beijos e levemente dominado pelo peso do outro corpo.
Sexo molhado. Molhado como a boca após o encontro de outra língua.

Os olhos ainda sonolentos, sequer se abriram. A respiração entrecortada e forte aos ouvidos, era tudo o que os sentidos precisavam.

Um toque...
Mão macias e suaves deslizando na pele quente. Respiração mais fortes, bocas unidas, mãos que exploram cada centímetro.
Dedos escorrem pelo colo, seios, barriga, entre as coxas...
Penetram o corpo deixando os poros gritantes por mais.
Sussurros aos ouvidos...

Beijos.
Momentos sôfregos,, impulsos selvagens, desejos de fêmeas.
E, em um movimento intenso, o corpo explode.
A boca mistura-se em suspiros e gemidos.

Prazer!!

Amor á todos
Beijos na alma.

12 de jun de 2010

Sobre cores, frases e escolhas....



Hoje eu me sinto cinza.
Assustadoramente de um cinza-chumbo, da cor das chuvas tempestuosas cercadas de silêncio.
Eu me diria vazia, não fosse o gosto amargo na boca...
"Sempre machucamos alguém com as nossas escolhas"
Li outro dia, e me lembrei agora.
Mas como saber se as escolhas serão ferinas ou feridas?
Recebi um email ontem, ele dizia:
"Nunca vi nada selvagem ter pena de si mesmo. Um passarinho se dabateria e cairia morto em um galho, sem nunca ter sentido pena de si mesmo".
Me assusto! Tem gente que me compreende tanto, que entende todas as palavras que eu não digo...
Já vi antes, mas não me lembro onde. Será um elogio, ou uma dica?

Estou mais cinza agora. Um cinza-grafite como a ponta de escrever de um lápis.
Um outro email me dizia, "Não a reconheço. Será que a perdi tanto assim, de vista?"
Não sei.
Será que já estive, de fato, à vista?

Minhas escolhas também ferem. Fazem com que eu me perca dos que amo, faz com que eles se afastem de mim.
Acho que nós NOS machucamos com as nossas escolhas, tanto ou mais, do que aos outros.

A vida nos aparta... Não sinto as perdas, mas sim os movimentos, e isso não faz com que sejam menos doloridos ou coloridos.
Não tenho mais anjos, nem nobres ou vagabundos. Me aninho entre as feras.
O gosto na boca é minha única sensação. Permaneço cinza!

Passo a ler poemas, textos, poesias, frases soltas.
Parecem escritos para mim, escritos por mim. Se são respostas aos meus próprios escritos já não sei. Eu escrevo quando sinto, escrevo o que sinto, embora por vezes não saiba se escrevo para mim ou para o outro.
É como ser ponte entre si e o resto do mundo.
É estranha essa sensação de vazio, esta tradução cinza...
Aliás eu diria, com certo lirismo, que:
De sensação, só o gosto amargo na boca!
De cor, somente o vermelho das unhas!
De palavras, o silêncio!
De sentidos, a respiração!
De sentimentos, me encanta o pulsar do coração!


Amor à todos.
Beijos na alma.