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18 de set. de 2010

Sobre o Homem e sua imagem. Pesadelo.


(imagem by google)


ontem eu estava maquiada, queria me sentir bonita, seguir suprema em meu salto 10. Eu queria brilhar.
Hoje estou encolhida. Me reviro na cama silenciosa, não fosse meu próprio soluçar.
Eu sinto raiva, sinto desprezo e um carinho incerto.
Ele, em sua sombra, esta sempre perto, a me incomodar.
Eu já o amei tanto, que passei a detestá-lo.
É estranho esse homem-sombra, próximo à mim, e tão distante...
Eu o olho sorrateiramente, sempre de soslaio, não confio mais nele.
As vezes me sinto perseguida com a lembrança do que ele foi, um dia...
E ele continua lá.
Me trata com diferença, pra não dizer indiferença. Reajo sempre no mesmo tom.
E ainda me restam lágrimas...
Pena não mais poder defini-las, nem querer, nem ousar.
Pelo homem sinto desinteresse, sua presença faz meu corpo sufocar.
Me rasgo em magoas, em lágrimas me reconstruo.
Choro, calo, grito, silencio, agrido, me defendo, recuo, ataco...
Sua imagem esta lá.
O homem em sua sombra, em sua sobra. Nao lhe quero mal, nem bem.

Não lhe quero, e pronto.


Amor à todos
Beijos na alma.

8 de set. de 2010

Sobre as últimas impressões de uma mágoa. Fragmentada.






Eu fiquei lá, olhei infinitamente pra ela ali deitada, adormecida.
Não tinha um sono tranquilo, mas sim um sono induzido. Ela acordava e dormia entre as palavras balbuciadas, perguntando por todos.
Senti um, estranho, nó na garganta e me vi obrigada a engolir o choro. Não podia me dar ao luxo de chorar. Eu era a sua força...
Meus sentimentos eram tantos e tão confusos que se atropelavam, incapazes de serem concluídos com clareza.
Foram tantas as lembranças que me dominaram... por um breve instante achei que perderia os sentidos.
Eu a via, simplesmente como é. E eu a amei mais!
As feridas em minha alma, causadas por seus preconceitos e palavras desmedidas, ainda sangram, expurgam tristeza incomparavel.
Penso em tudo o que ela sonhou pra mim, e eu jamais poderei realizar...
Uma ponta de inveja entra em meu peito, no instante em que uma lágrima sorrateira traça um caminho pelo meu rosto.
Um sentimento ruim sobre mim mesma lanceta minha alma.
Me sinto egoísta, por não poder deixar de ser eu mesma. Simplesmente eu!
A cabeça lateja, a boca seca, quero gritar! Me  ocorre que a agoísta possa ser ela... auto perdão, quem sabe....
Afinal é ela quem não me aceita, quem me rejeita, que diz que não tenho salvação.
Após esse pensamento, a tristeza me corrói novamente. Vem em dobro. Me sinto só, imensamente só, numa unica frequência de lágrimas presas e magoas fragmentadas com uma ponta de esperança gritante.
Então rezo!
Oro por ela, por mim, pelos fragmentos de tudo o que somos e nada mais.

Liberto, então, minhas magoas. Não as rejeito, apenas não quero viver delas.
E quanto a ela.... que seja ela apenas, e nada mais!!


Amor à todos
Beijos na alma

2 de set. de 2010

Sobre feridas


(Imagem by Google)
A alma esta completamente ferida....
Desolada e silenciosa.
Não nua, mas desnuda e muda.

As feridas formam símbolos de suas emoções.
Nem ilusões nem palpites
Verdades secas, e apenas...
É tudo o que se permite.

Lágrimas.



Amor à todos
Beijos na alma

27 de ago. de 2010

Sobre irritação



Porque as pessoas cochicham sobre as outras? Não é mais feio falar entre dentes, do que dizer o que se pensa?
Ou, se falta a coragem para falar, que se faça o silêncio.

Me pergunto até quando as pessoas vão achar que sabem o melhor para a vida alheia, enquanto a sua própria desanda...
Curioso como cheios de doenças, corpos decrépitos, males e mais males, ainda assim, as pessoas preferem se ater ao seus preconceitos ridículos e sua falsa moral, e julgarem os demais, do que simplesmente respeitarem.

"Parabéns!", quero dizer, aos medíocres. Por causa deles é que existe esse excesso de falsa moral.
O homem que julga a garota com condição sexual distinta, é o mesmo que a molestou na infância! A mulher que fala cochichando dos "defeitos" da outra, é  mesma que não percebe seu auto desmazelo...

Sim, aves raras, entrei em um minuto de revolta contra as "moralidades" do ser humano.
Me cansa a hipocrisia!!! Me cansa absurdamente!

Outro dia, estava conversando com uma amiga e ela me contava sobre um discurso que ouvira de uma outra pessoa, dizendo que não havia interesses em ter alguém ao lado, que a liberdade era necessária. Curioso, que esta mesmo vive a jogar charme por onde passa e para qualquer um que respire, e a manter-se em rolos que assustam...
Ando me perguntando, até que ponto pode seguir essa mentalidade doentia...
Até quando, tomar conta dos sentimentos e pensamentos alheios, será melhor que cuidar de si mesmo??

É... a cada dia me vejo mais distante dessas mania e maneiras que cercam o ser humano.
Salve o grande dia, em que cada um tome conta de sua própria vida, entenda seus belos e próprios sentimentos e respeite as opçoes, ideais, estilos e vidas alheias.


Amor á todos
Beijos na alma.

18 de ago. de 2010

Sobre o silencio

(imagem by google)

Ando meio longe, meus amados, mas somente por que várias coisas andam acontecendo...
Ainda buscando um canto pra chamar de meu.
Minha mãe esta esperando pra fazer cirurgia, e apesar de não parecer eu estou muito aflita com tudo isso.
Meninos precisando de mega atenção.
Momento difícil no trabalho.

Coisas boas também...
Amor sempre ao lado.
Amigos reaparecendo e sendo conquistados.
Lendo um pouco, ouvindo musica, refletindo.

Assim que tudo se estabilizar, decido o que fazer.

Entre mensagens de "não deleta o blog, e porque vai deletar?"; simplesmente não sei o que fazer.
Não imaginei que não seria um ato simples.
Curioso como a vida acontece e nossos sentimentos também...
Por enquanto vou deixando.


Amor à todos
Beijos na alma.

Musica tema da semana: Zeca Baleiro.

7 de ago. de 2010

Sobre mim



Hoje, passei por aqui. Sei que falei que o Alma Nua vai sair do ar, mas ainda não tive a coragem necessária para apagar esse pedacinho de mim.
Descobri que quando a gente gosta de uma coisa que faz, fica mais que difícil, simplesmente apagar, esquecer...
Entrei aqui hoje, com o simples propósito de clicar em "excluir", mas não deu. Desisti.
Quem sabe outro dia.
Por hora deixo uma poesia da querida Danieli Castro, do Óbolo Saniê ( link na lista). Que veio me traduzir um pouquinho.
Aproveitem e visitem!!!

Cotidiana

Acordo
Assoberbada
Levanto
Sobressaltada

Saio
Sorrio
Cumprimento
Atuo
Muito Obrigada!

Volto
Sobrecarregada
Anoitecida
Aliviada...


Amor a todos
Beijos na alma.

27 de jul. de 2010

Sobre você.

Em meus braços,você parece dormir. Olho atentamente seus detalhes, (re)decorando seus traços.
O traço das sobrancelhas, os cílios adormecidos, cerrados, o contorno da boca, o tom da pele, a curva no queixo.
Acho seus detalhes fascinantes.
Depois de um momento de cansaço, enfim o repouso.
Queria dizer-lhe de novo que estou aqui, para o que der e vier. Mas já falei tantas vezes que me torno repetitiva.
Queria poder arrancar esse medo. Mas o máximo que posso fazer é lhe estender a mão, e apoiar, em tempo integral.
Eu já lhe contei dos meus medos também... Já falei das duvidas e da insegurança...
E mesmo me mostrando, não tão forte assim, deixei minhas lágrimas falarem por mim.
Já disse da minha admiração, do meu respeito, da minha amizade. Falei do meu carinho e do meu amor incondicional.
Quando a luz do seu existir me tocou, eu estava desiludida, arrasada em solidão, dor, rejeição...
A vida, as vezes vem assim, derruba a gente, machuca mesmo. Fere mortalmente, e do mesmo modo, muda tudo.
Eu já lhe disse sobre isso?
Já falei de como surgem novas coisas, ideias e sentimentos?

Assim, em sono leve, um sorriso singelo, acompanha seus olhos ao cruzarem com os meus, e volta a se aconchegar.
Sorrio de volta. Me encanta ver você.

Você sabe, não faço mais promessas...
Mas também quero que saiba, que é sempre, a duração de um carinho. Mesmo que sempre dure o tempo de um sorriso.


Amor sempre
Beijo na alma

17 de jul. de 2010

Sobre passado, presente e sentimentos


(Imagem: Google)

Então passou-se o tempo.
Palavras que causaram mágoas, foram esquecidas. Mágoas, foram apagadas.
É a condição natural da vida.
Ao meu redor sinto carinho, vejo sorrisos. O coração reaprendeu a amar.
A boca anseia beijos, o corpo anseia caricias.

Enquanto fera... rugidos e patas.

De novo a alma nua, enfeitada de luz. Coberta, apenas, pela esperança.
É enfim a calmaria das certezas.
A calmaria do amor tranquilo, quase incrível, a equilibrou.

Hoje, olhando atentamente para os olhos do passado, não me pergunto (mais): quando, onde ou porque?
Não importa mais. Passou a dor e a curiosidade.

Agora sim, o doce sabor da liberdade.
Uma liberdade, não de perder-se, mas de achar-se. Uma liberdade de amar e sentir, de viver e de se saber livre e acompanhada, compreensiva e compreendida, amante e amada.

Só vivo mesmo apaixonada, e a mais forte das paixões tem sido por tudo o que sou.
Tem sido por tudo o que conquistei...
Só vivo sob fortes paixões de ser, estar e sentir.



Amor á todos.
Beijos na alma.

24 de jun. de 2010

Sobre corpos



O corpo acorda em brasa. sem certeza de ser febre ou desejo latente.
a voz, o cheiro,a pele...
O anseio!
as pernas se contorcem, comprimindo as coxas, sentindo o corpo coberto por beijos e levemente dominado pelo peso do outro corpo.
Sexo molhado. Molhado como a boca após o encontro de outra língua.

Os olhos ainda sonolentos, sequer se abriram. A respiração entrecortada e forte aos ouvidos, era tudo o que os sentidos precisavam.

Um toque...
Mão macias e suaves deslizando na pele quente. Respiração mais fortes, bocas unidas, mãos que exploram cada centímetro.
Dedos escorrem pelo colo, seios, barriga, entre as coxas...
Penetram o corpo deixando os poros gritantes por mais.
Sussurros aos ouvidos...

Beijos.
Momentos sôfregos,, impulsos selvagens, desejos de fêmeas.
E, em um movimento intenso, o corpo explode.
A boca mistura-se em suspiros e gemidos.

Prazer!!

Amor á todos
Beijos na alma.

12 de jun. de 2010

Sobre cores, frases e escolhas....



Hoje eu me sinto cinza.
Assustadoramente de um cinza-chumbo, da cor das chuvas tempestuosas cercadas de silêncio.
Eu me diria vazia, não fosse o gosto amargo na boca...
"Sempre machucamos alguém com as nossas escolhas"
Li outro dia, e me lembrei agora.
Mas como saber se as escolhas serão ferinas ou feridas?
Recebi um email ontem, ele dizia:
"Nunca vi nada selvagem ter pena de si mesmo. Um passarinho se dabateria e cairia morto em um galho, sem nunca ter sentido pena de si mesmo".
Me assusto! Tem gente que me compreende tanto, que entende todas as palavras que eu não digo...
Já vi antes, mas não me lembro onde. Será um elogio, ou uma dica?

Estou mais cinza agora. Um cinza-grafite como a ponta de escrever de um lápis.
Um outro email me dizia, "Não a reconheço. Será que a perdi tanto assim, de vista?"
Não sei.
Será que já estive, de fato, à vista?

Minhas escolhas também ferem. Fazem com que eu me perca dos que amo, faz com que eles se afastem de mim.
Acho que nós NOS machucamos com as nossas escolhas, tanto ou mais, do que aos outros.

A vida nos aparta... Não sinto as perdas, mas sim os movimentos, e isso não faz com que sejam menos doloridos ou coloridos.
Não tenho mais anjos, nem nobres ou vagabundos. Me aninho entre as feras.
O gosto na boca é minha única sensação. Permaneço cinza!

Passo a ler poemas, textos, poesias, frases soltas.
Parecem escritos para mim, escritos por mim. Se são respostas aos meus próprios escritos já não sei. Eu escrevo quando sinto, escrevo o que sinto, embora por vezes não saiba se escrevo para mim ou para o outro.
É como ser ponte entre si e o resto do mundo.
É estranha essa sensação de vazio, esta tradução cinza...
Aliás eu diria, com certo lirismo, que:
De sensação, só o gosto amargo na boca!
De cor, somente o vermelho das unhas!
De palavras, o silêncio!
De sentidos, a respiração!
De sentimentos, me encanta o pulsar do coração!


Amor à todos.
Beijos na alma.