
Peninha - Uma brincadeira
Não sei explicar...
Mas de uma forma absurda, sempre e inevitavelmente, quando tudo parece (por fim) encaixado, vem a vida e da uma rasteira na gente.
Hoje passo a passo subi a ladeira, a mesma que tantas vezes me levou à momentos de alegria... Hoje subi para elevar minha dor.
Andei devagar, bem devagar, por que a cada passo, mais perto eu ficava de uma grande e dolorida solidão...
É inexplicável.
Tudo de uma hora pra outra ruindo, de novo... Essa coisa de vida cíclica é, por vezes, ferina à alma.
Enfim, circulei apenas para dizer que hoje sou dor e tristeza.
Que a mente não compreende, o coração não aceita, o corpo não admite.
Fico pensando como a vida esta sempre em uma eterna síndrome de borderline... Extremista em nos trazer amor e dor, felicidade e saudade, intensidade e solidão.
Me assusta!
Já me perguntei, um milhão de vezes se eu sou um problema??? Não sei.
As vezes somos além do que achamos, somos menos do que esperamos e nunca oque desejamos...
Mas sou inteira, sou intensa, sou de verdade.
Hoje, meus caros, desabafo meus sentimentos, porque a tristeza está em mim, mas que minha própria alma.
Hoje, faço com a canção acima, uma singela homenagem á um grande amor. Iniciado meio de brincadeira, finalizado meio sem explicação.
Hoje, sou a cara da instabilidade o corpo da angustia e a alma da solidão.
Outra fase.
Outra metade de algo mais, que já não sei explicar.
Não sei se digo "obrigada", se digo "Adeus", se digo "volta", se digo "vai".
Talvez seja "de novo", o momento de silenciar.
Hoje sou, também, fera ferida. E "como fere e faz barulho um bicho que se machucou..."
Me recolho novamente ao calor da minha toca, assim ninguém me toca e não se fere com o meu sentir.
Amor à todos
Beijos na alma.







